quarta-feira, 24 de setembro de 2008


"Mãe, vou pintar o meu cabelo de roxo" - eu disse.
Ela respondeu: "Vc quer um olho roxo tbm? (...)" ¬¬
"(...) vc não é maluco... até seus professores vão falar. Vc já viu algum fisioterapeuta de cabelo roxo?"


Até parece que tingir o cabelo muda a capacidade intelectual de alguém. Deveria ter lembrado a ela que se ela usa biquini, shortinho e mini-saia foi pq existiram mulheres corajosas e ousadas pra tomar tal iniciativa. E se ela tem tatuagens, deveria lembrar de como eram rotuladas as pessoas tatuadas algum tempos atrás, e até msm hj... no tempo em que tatuagens não era só uma modinha, época que neguinho tinha sua tatuagem como forma de identidade e colocava no corpo sabendo q nunca mais perderia sua "marca".
Bem.. eu gosto de homens e mulheres, será q ela quer me dar um "olho roxo" por isso tb? As pessoas não gostam, as pessoas falam. Dois homens ou duas mulheres se beijando em praça pública é no mínimo desrespeito com a sociedade.
Fodam-se as pessoas! Foda-se esta sociedade que não aceita a natureza dos outros! Fodam-se todos aqueles q lutam contra quem é o que quer ser!
Por essas e outras o mundo não vai bem. Me sinto uma fraca estupida na maioria das vezes em que me limito a qualquer coisa pelos outros, mas por outro lado me sinto forte por ter 19 anos aturando esta vida e, ainda, mesmo que ache boçal, me tenho como superior a toda esta gente com mentes limitadas, as quais deixam muitas vidas em situação penosa.
Eu só qria ter um pouco da coragem desses heróis que lutam pelos seus direitos de vida, pq da minha eu estou farta.

Empty Walls o.O'

domingo, 21 de setembro de 2008


Paredes vazias de um quarto vazio, gelado, cheio de pontos de interrogação, cheio de angústia, medo, como um garotinha que grita ao ouviu um trovão num dia nublado e chuvoso... Quando você, no meio do percusso dá de cara com dois caminhos, ambos tem seus prós e contras, ambos são bonitos, porém um você sabe que é o certo, estável, já o outro é desconhecido, um caminho de tentações e aventuras... você queria juntar os dois, porque apesar de o mais certo seria o primeiro caminho, de estabilidade, na vida a gente sente necessidade de aventuras, do novo, do desconhecido, principalmente quando a pessoa gosta de aventuras, de viver a vida intensamente.
Mas na vida nada é perfeito (ainda bem), ou não... =/
Me vejo (mais uma vez) cheio de dúvidas, incertezas, querendo e lutando contra certas vontades que invadem meu ser de um jeito quase que impossivel de se escapar, mas sei que esse não é o caminho, paciência é uma virtude que tô aprendendo ainda, não sabia nada sobre isso, até então... Mas sei que o Cara lá de cima olha por mim e quando for a hora certa ele me mostrará qual caminho seguir...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008



Idéias sem ideais, aqui não,
mais sem ofensa absorvo o que acrescenta,
e não me esquenta a frieza dos que só almejam a riqueza,
não busca em mim, compania ou compreensão,
há quem tenha etiqueta de preço,
mais se procura em mim aqui não,
só o apreço à conteúdo que muda,
pro resto desconfio que prefiro ser surda
(...)

Dreams for Plans

domingo, 14 de setembro de 2008



O que você acha, meu amor?
Nós vivemos muito em pouco tempo?
E você, você tem sentido a melancolia, meu amor
Desejando que o tempo não tivesse passado?
Você pode me dizer como costumava ser?
Nós perdemos nossa chance?
Nós trocamos nossas esperanças por medos
E nossos sonhos por planos?
Você pode me dizer como costumava ser
Quando realmente nos importávamos?
E quando o amor estava ao nosso lado
Qual é a sua idéia, meu amor?
Eu vivi muito em pouco tempo?
Então se você, se você vier e eu estiver chorando
Agora você sabe, agora você sabe o motivo

segunda-feira, 8 de setembro de 2008


Em 07/04/1994: Kurt Cobain, líder da banda Nirvana, comete suicídio no auge da fama com um tiro de espingarda na cabeça, sendo encontrado apenas cerca de dois dias depois. O corpo foi achado por um eletricista contratado para instalar equipamentos de segurança que arrombou uma janela após desconfiar que havia algo errado. Ao lado do cadáver foi encontrada uma nota de suicídio escrita com tinta vermelha, endereçada à mulher Courtney Love e à filha Frances. A grande quantidade de heroína encontrada em seu corpo leva um grupo mais desconfiado a supor que Kurt foi assassinado (por não ser possível a alguém tão dopado colocar a arma na cabeça e puxar o gatilho).

Segue abaixo o relato da Wikipedia sobre os últimos dias de Kurt:

O último show do NIRVANA aconteceu no Terminal Einz, em Munique, Alemanha, em 1 de março. Um Kurt completamente estafado e com a voz visivelmente desgastada determina férias instantâneas - shows marcados para os dias 2 e 3 são cancelados e, depois, adiados para abril, quando a turnê européia teria sua segunda parte. Cobain é diagnosticado com bronquite e com uma grave laringite. Cobain vai para Roma, Itália, para descansar, se medicar e encontrar com Courtney Love. Courtney chega a Roma no dia 3 e encontra Kurt no Hotel Excelsior. O casal passou várias semanas sem se ver. As expectativas de Kurt pelo reencontro levam um banho de água gelada quando Courtney diz que está exausta e quer dormir. Quando ela acorda na manhãzinha do dia 4, Kurt está no chão, com o nariz sangrando. Ele havia tomado champanhe e cerca de 50 pílulas do tranqüilizante Rohypnol. Kurt deixa uma carta de despedida com três folhas, caracterizando a tentativa de sucídio. Mas, oficialmente, o fato é divulgado como uma dose excessiva e acidental de medicamentos. Na carta, Kurt diz que Courtney não o ama mais, e que ele preferia morrer a passar por mais um divórcio (o primeiro foi o de seus pais). Internado no hospital Umberto I, Kurt sai do coma no dia 5 e é transferido para o American Hospital, também em Roma. Recebe alta no dia 8 e volta para os Estados Unidos no dia 12.

Em 18 de março, Courtney chama a polícia de Seattle porque Kurt se trancou em um quarto da casa com um revólver. Os policiais conversam com ele, que afirma não ser um suicida e querer apenas ficar longe da esposa. Quatro armas que Cobain tem na casa são confiscadas.

Love planeja intervir seriamente nos problemas de Kurt, preocupada com seu vício em heroína. Dez pessoas envolveram-se no trabalho, incluindo colegas, amigos, executivos da gravadora e Dylan Carlson, um dos amigos mais íntimos de Kurt. Danny Goldberg, empresário do Nirvana, descreveu Cobain como sendo "extremamente relutante" e que "ele negava que estava fazendo qualquer coisa auto-destrutiva". Contudo, Cobain concordou em se internar no Exodus, em Los Angeles, Califórnia, que aconteceu em 30 de março. Courtney estava na mesma cidade promovendo o novo disco do Hole, "Live Through This". No dia 1º, por volta das 19:30h, Kurt saiu pelas portas dos fundos da Exodus sob o pretexto de fumar um cigarro e escalou o muro de pouco menos de dois metros de altura. E fugiu. Duas horas depois, Kurt usou seu cartão de crédito para comprar uma passagem de primeira classe para Seattle no vôo 788 da Delta. Antes de embarcar, ligou para a Seattle Limusine e marcou para ser apanhado no aeroporto - pediu explicitamente para que não enviassem uma limusine. Tentou falar com Courtney, mas ela não estava - deixou uma mensagem dizendo que havia ligado. Ela já o estava procurando em Los Angeles assim que soube que Kurt sairia do Exodus. Ficou convencida de que ele irira comprar drogas e provavelmente ter uma overdose. Kurt chegou em casa à 1:45h da manhã do sábado, 2 de abril. Ali, passou um tempo com o casal Cali e Jessica Hooper, colegas que estavam hospedados na casa. Horas depois, Kurt chamou um táxi e tentou comprar munição. Vendo que as lojas ainda estavam fechadas, Kurt desistiu e provavelmente se hospedou no motel Crest ou no Quest - que ficavam próximos de um de seus traficantes. Naquele dia ele também foi até a Seattle Guns e comprou uma caixa de cartuchos de espingarda calibre 20.

Com o intuito de descobrir o paradeiro de Kurt, Courtney cancelou todos os seus cartões de crédito. Nos dois dias que se seguiram, houve notícias dispersas de que Kurt havia sido visto. Na noite de domingo, 3, ele foi visto no restaurante Cactus, jantando com uma mulher magra, provavelmente sua traficante, Caitlin Moore, e um homem não identificado. Naquele domingo, Courtney ligou para detetives particulares das Páginas Amarelas de Los Angeles, até que encontrou um que estava trabalhando naquele fim de semana. Tom Grant e seu assistente Ben Klugman a visitaram naquela tarde. Ela disse que seu marido havia fugido do centro de reabilitação, que estava preocupada com a saúde dele e pediu a Grant que vigiasse o apartamento da traficante Caitlin Moore, onde ela imaginava que Kurt poderia estar. Grant subcontratou um detetive de Seattle, dando-lhe ordens para observar a casa de Dylan Carlson e o apartamento de Caitlin. A vigilância foi montada naquele mesmo domingo. Entretanto, os detetives não montaram guarda imediatamente na casa de Kurt, que ficava no Lake Washington Boulevard.

Na segunda-feira, 4, Courtney pediu que a polícia verificasse a casa em Lake Washington. Os policiais passaram por lá várias vezes, mas não viram nenhum movimento. Naquele dia, à noite, Cali saiu de casa, deixando Jessica sozinha no quarto dele. Por volta da meia-noite, ela ouviu ruídos. "Ouvi passos no andar de cima e no corredor", lembra ela. Gritou um "oi" mas não ouviu resposta. Estima-se que era Kurt chegando naquele começo de madrugada. Cali só voltou depois das três da manhã, e ele e Jessica dormiram até tarde da manhã seguinte.

Na tarde de terça-feira, 5, Courtney mandou Eric Erlandson, seu amigo e guitarrista do Hole, ir até a casa do Lake Washington procurar por Kurt. Ele encontrou-se com Cali e Jessica e os três procuraram por Kurt, armas e drogas. Tentativas todas em vão. Ninguém pensou em procurar na garagem e na estufa, e Erlandson saiu apressado rumo à casa em Carnation, onde a irmã de Kurt morava na ocasião. Na quarta, 6, Jessica e Cali deixaram a casa dos Cobain, mas na tarde de quinta, 7, Courtney conseguiu falar com o casal e ordenou que procurasse por Kurt mais uma vez na casa do Lake Washington. Os dois foram até lá juntos com uma amiga, Bonnie Dillard. Não encontraram nada e deixaram um bilhete com um sermão para Kurt e mandando-o procurar por Courtney. Logo que foram embora, Dillard mencionou que talvez tivesse visto algo perto da garagem, mas, amedontrados, ninguém quis voltar para checar.

Dois dias antes, 5, nas horas que antecediam a alvorada de terça feira, Kurt Cobain havia despertado em sua cama. Os travesserios ainda tinham o cheiro do perfume de Courtney. No quarto, o aroma misturou-se com o cheiro ligeiramente picante da heroína cozida - este também era um cheiro que o despertava.

Kurt havia dormido com suas roupas do corpo. Vestia sua camiseta da banda Half Japanese e suas calças Levi's favoritas. Vestiu e amarrou os cadarços do par de tênis Converse que possuia, caminhou até o aparelho de som e colocou para tocar um disco do R.E.M., "Automatic for the People". Acendeu um Camel Light e caiu de costas na cama com um bloco tamanho ofício apoiado em seu peito e uma caneta vermelha de ponta fina. Ele já havia escrito uma longa carta pessoal à sua esposa e filha, rapidamente rabiscada, enquanto estava no Exodus. Ele havia trazido o papel até Seattle e havia enfiado sob um dos travesseiros impregnados de perfume. "Você sabe, eu amo você. Eu amo Frances. Eu sinto muitíssimo. Por favor, não venha atrás de mim. Eu sinto muito, muito, muito.", eram algumas das palavras que Kurt havia escrito, enchendo uma página inteira com esse pedido de perdão. "Eu estarei lá", continuou ele. "Eu protegerei você. Não sei para onde estou indo. Simplesmente não posso ficar mais aqui."

Tinha sido muito difícil escrever aquele bilhete, mas ele sabia que esta segunda carta seria igualmente importante e ele precisaria ter cuidado com as palavras. Ele endereçava "Para Boddah", o nome de seu amigo de infância imaginário. Quando soltou a caneta, havia enchido a página inteira, exceto por cinco centímetros. Ele fumara três cigarros redigindo o bilhete. As palavras não tinham saído com facilidade e havia erros de grafia e sentenças pela metade. Ele assinou dizendo "paz, amor e empatia. Kurt Cobain". Escreveu ainda mais uma linha - "Frances e Courtney, eu estarei em seu altar" - e enfiou o papel e a caneta no bolso esquerdo do casaco.

Ele se levantou da cama e entrou no closet, onde retirou uma tábua da parede. Neste cubículo secreto havia uma arma dentro de uma capa de náilon bege, uma caixa de cartuchos de espingarda e uma caixa de charutos Tom Moore. Ele repôs a tábua, enfiou os cartuchos no bolso, agarrou a caixa de charutos e aninhou a pesada espingarda sobre seu antebraço esquerdo. Em um closet do corredor, ele apanhou duas toalhas - ele não precisava delas, mas sabia que alguém precisaria. Desceu silenciosamente os dezenove degraus da larga escadaria. Estava a cerca de um metro do quarto de Cali e não queria que ninguém o visse. Ele havia refletido sobre tudo isso, traçado um mapa com a mesma premeditação que dedicava às capas de seus discos e a seus vídeos. Haveria sangue, muito sangue, e uma bagunça que ele não queria em casa. Principalmente, ele não queria assombrar aquele lar, deixar sua filha com o tipo de pesadelos com que ele havia sofrido.

Quando se dirigia para a cozinha, passou pela soleira da porta onde ele e Courtney haviam começado a acompanhar o quanto Frances havia crescido. Apenas uma linha estava ali agora, uma pequena marca de lápis com o nome dela a cerca de 79 centímetros acima do chão. Kurt nunca mais veria outra marcas mais altas naquela parede, mas estava convencido de que a vida de sua filha seria melhor sem ele.

Na cozinha, ele abriu a porta de sua geladeira Traulson de aço inox de 10 mil dólares e apanhou uma lata de cerveja de raizes da Barq, tomando cuidado para não soltar a espingarda. Levando essa carga macabra - cerveja de raízes, toalhas, uma caixa de heroína e uma espingarda, tudo o que mais tarde seria encontrando num arranjo de plantas bizarro -, ele abriu a porta para o quintal e atravessou o pequeno pátio. A aurora estava rompendo e a neblina pairava próximo do chão. A maioria das manhãs em Aberdeen eram exatamente assim: nevoentas, orvalhadas, úmidas. Ele jamais veria Aberdeen novamente; jamais escalaria efetivamente até o topo da caixa d'água no "Morro do Think of Me"; jamais compraria a fazenda que sonhava em Grays Harbor; jamais acordaria novamente numa sala de espera de hospital tendo fingido ser um visitante para só encontrar um lugar quente para dormir; jamais veria novamente sua mãe, irmã, pai, mulher ou filha. Ele trilhou os cerca de vinte passos até a estufa, galgou os degraus de madeira e abriu o conjunto de portas francesas dos fundos. O piso era de linóleo: seria fácil de limpar.

Ele sentou-se no chão da estrutura de cômodo único, olhando para as portas da frente. Ninguém conseguiria vê-lo ali, a menos que estivesse trepado nas árvores atrás de sua propriedade, e isto não era provável. Não queria mais ver o interior de um hospital novamente, não queria um médico de jaleco branco apalpando-o, não queria ter um endoscópio em seu estômago dolorido. Ele estava acabado para aquilo tudo, acabado para o seu estômago, ele não poderia estar mais acabado. Como um grande diretor de filmes, ele havia planejado este momento até os mínimos detalhes, ensaiando esta cena ao mesmo tempo como diretor e como ator. No curso dos anos, tinha havido muitos ensaios finais, passagens de raspão que quase seguiam este caminho, fosse por acidente ou, às vezes, por querer, como em Roma. Talvez fora sempre isto que ele guardava vagamente em sua cabeça, como um ungüento precioso, como a única cura para uma dor que jamais passaria. Ele não se importava com a liberação do desejo, ele desejava a libertação da dor.

Ficou sentado pensando coisas que só ele sabia por vários minutos. Fumou cinco Camel Light e sorveu vários goles de sua cerveja. Tirou o bilhete do bolso, estendeu-o no chão do linóleo e tinha de escrever em letras maiores, que não saíram tão perfeitas, por causa da superfície que ele estava: "Por favor, vá em frente, Courtney, por Frances, pela vida dela que será muito mais feliz sem mim. Eu te amo. Eu te amo". Essas últimas palavras haviam completado a folha. Depositou o bilhete no alto de um monte de terra para vasos e fincou a caneta no meio, para que, como uma estaca, segurasse o papel no alto, sobre a terra.

Tirou a espingarda da capa de náilon macia. Dobrou cuidadosamente a capa, como um garotinho separando suas melhores roupas de domingo depois da missa. Tirou a jaqueta, estendeu-a sobre a capa e colocou as duas toalhas no alto desse monte. Ele foi até a pia e apanhou uma pequena quantidade de água para o seu fogareiro de droga e sentou-se novamente. Abriu a caixa com 25 cartuchos de espingarda e tirou três, enfiando-os na câmara da arma. Moveu o mecanismo da Remington para qu e um único cartucho estivesse na câmara. Retirou a trava de segurança da arma.

Fumou seu último Camel Light. Tomou mais um gole da Barq. Lá fora, estava começando um dia nublado - era um dia como aquele em que ele chegara a este mundo, 27 anos, um mês e dezesseis dias antes. Ele agarrou a caixa de charutos e tirou um pequeno saco plástico que continha cem dólares de heroína preta mexicana - era um bocado de heroína. Ele pegou cerca de metade, um chumaço do tamanho de uma borracha de lápis e o colocou na colher. Sistemática e habilmente, preparou a heroína e a seringa, injetando-a logo acima do cotovelo, não muito longe de seu "K" tatuado. Devolveu os instrumentos para a caixa e se sentiu uma nuvem, rapidamente flutuando para longe deste lugar. O jainismo pregava que havia trinta céus e sete infernos, todos dispostos em camadas ao longo de nossas vidas; se ele tivesse sorte, este seria seu sétimo e último inferno. Afastou para o lado seus instrumentos, flutuando cada vez mais rápido, sentindo sua respiração se reduzir. Ele tinha de se apressar agora: tudo estava se tornando nebuloso e um matiz verde-água enquadrava cada objeto. Agarrou a pesada espingarda, encostou o cano contra o céu de sua boca. Faria barulho; ele tinha certeza disso. Disparou. E então ele se foi.

O corpo de Kurt Cobain foi encontrado pelo eletricista Gary Smith, que chegou à casa do Lake Washington para instalar um novo sistema de segurança. Às 8:40h da sexta-feira, 8, Smith estava perto da estufa e olhou para dentro dela. "Eu vi um corpo estendido lá no chão. Pensei que fosse um manequim. Depois notei que havia sangue na orelha direita. Vi uma espingarda estendida ao longo de seu peito, apontando para seu queixo", relatou Gary. Ele ligou para a polícia e, em seguida, para sua empresa.

Enquanto isso, em Los Angeles, Courtney havia sido internada no Exodus na quinta-feira, 7, para reabilitação. Na sexta, recebeu a notícia da morte de Kurt através da colega Rosemary Carroll. Courtney deixou a cidade num Learjet com Frances, Rosemary, Eric Erlandson e a babá Jeackie Farry. Quando chegaram à casa do Lake Washington, ela estava cercada por equipes dos telejornais.

Foi possível identificar o cadáver como sendo de Kurt, embora seu aspecto fosse macabro: as centenas de bolinhas de chumbo do cartucho da espingarda haviam espandido sua cabeça e o haviam desfigurado. A polícia retirou as digitais do corpo e as impressões batiam com àquelas já arquivadas no caso da prisão por violência doméstica.

A autópsia encontrou traços de benzodiazepinas (tranquilizantes) e heroína no sangue de Kurt. O nível de heroína era tão algo que mesmo ele - famoso pela enorme quantidade que tomava - não poderia ter sobrevivido por muito mais tempo do que aquele que levou para disparar a arma.

Courtney estava inconsolável. Quando os policiais finalmente deixaram o local, e com apenas um guarda de segurança como testemunha, ela reconstitiu os últimos passos de Kurt, entrou na estufa - que ainda tinha de ser limpa - e mergulhou as mãos em seu sangue. No chão, ajoelhada, ela rezou e gemeu de dor, erguendo as mãos cobertas de sangue para o céu e gritou: "Por quê?!". Ela encontrou um pequeno fragmento do crânio de Kurt com cabelo preso a ele. Ela lavou e passou xampu nesse horripilante suvenir.

No sábado, 9, Courtney foi até a agência funerária para ver o corpo de Kurt antes de ser cremado - ela já tinha solicidado que fossem feito moldes de gesso de suas mãos. Grohl tambem foi convidado e declinou, mas Krist compareceu, chegando antes de Courtney. Ele passou alguns momentos a sós com seu velho amigo e desatou a chorar. Quando ele saía, Courtney foi introduzida na sala de inspeção. Kurt estava sobre uma mesa, vestido com suas roupas mais elegantes, mas seus olhos tinham sido costurados. Era a primeira vez em dez dias que a Courtney viu o marido e foi a última vez que seus corpos físicos ficaram juntos. Ela acariciou seu rosto, falou com ele e cortou uma mecha de seus cabelos. Depois, baixou as calças dele e cortou uma mecha de seus pêlos púbicos. Finalmente, ela subiu em cima de seu corpo, abraçando-o com as pernas e recostou a cabeça em seu peito e lamentou: "Por quê, por quê?".

Diversas cerimônias foram realizadas em memória de Kurt. Umas das mais notáveis aconteceu numa tarde de domingo: uma vigília pública foi realizada no Pavilhão da Bandeira do Seattle Centre e reuniu 7 mil pessoas, que levaram velas, flores, cartazes e algumas camisas de flanela em chamas. Um conselheiro de suicídio discursou e incentivou os jovens em dificuldades a pedirem ajuda, enquanto os DJs lcocais trocavam recordações. Uma mensagem curta de Krist foi divulgada, bem como uma fita de Courtney, que leu também a carta de despedida de Kurt.

O corpo de Kurt Cobain foi cremado e Courtney recebeu a urna com as cinzas uma semana depois. Ela pegou um punhado e o enterrou sob um salgueiro na frente da casa. Em maio, colocou o resto numa mochila de ursinho e viajou até o mosteiro budista Namgyal, perto de Ítaca, estado de Nova York, onde procurou consagração para as cinzas e absolvição pra si mesma. Os monges abençoaram os restos e usaram um punhado para fazer uma escultura comemorativa.

A maior parte dos restos mortais de Kurt ficou depositada em uma urna no endereço do Lake Washington, até 1997, quando Courtney vendeu casa, mas insistiu num arcordo que lhe permite voltar um dia e remover o salgueiro.

Por fim, Frances Bean Cobain, então com seis anos de idade, espalhou as cinzas do pai no riacho McLane, em Olympia, Washington - elas dissolveram e flutuaram na corrente. Em diversos sentidos, este era, também, um local adequado para o descanso.

Fonte: Wikipedia

domingo, 7 de setembro de 2008


"A vida é injusta. Acostume-se", ensina o sábio Marcelo Nova
(Pedro Cirne e Rodrigo Flores)

Ele já avisou as crianças: "isso é só o fim". Ele narrou o o assassinato da Joana D'Arc e o homicídio doloso da Beth. E ele comandou insultos a uma tal de Silvia, seja lá quem for ela. E lançou uma banda chamada Camisa de Vênus ainda nos anos 80, quando tudo era tabu - principalmente o sexo. Sim, o cantor baiano Marcelo Nova é destemido. Tão destemido que até concedeu uma entrevista ao editor do UOL Tablóide.

Editor do UOL Tablóide - Marcelo Nova, você é suspeito de ter cometido três crimes, a saber:
1 - assassinato de Joana D'Arc;
2 - espancamento seguido de homicídio da pobre da Beth;
3 - agressão - física e moral - à Sílvia.
Você se declara culpado ou inocente?

Marcelo Nova - Olha, eu antes negava tudo, mas agora... Pô, agora eu nem lembro direito! Faz muito tempo! (risos)
Editor do UOL Tablóide - Faz muito tempo, mas todo mundo lembra, Marcelo! Eu ouvi uma dessas músicas ontem, no rádio!

Marcelo Nova - Eu não lembro! Eu tava era bêbado! (risos)
Editor do UOL Tablóide - Camisa de Vênus foi um nome revolucionário para um grupo musical, principalmente nos anos 80. Quais foram os nomes rejeitados? DIU? Pílula?

Marcelo Nova - (risos) Na verdade, nenhum. A idéia me ocorreu na época em que já estávamos ensaiando, e a banda ainda não tinha nome. E as pessoas iam ver os ensaios e todas saiam reclamando, falando que o som era isso, aquilo, desconfortável, que era um incômodo. Eu me lembro bem dessa palavra: "incômodo". Aí eu pensei nesse nome, que caiu como uma luva, digo, como uma camisa-de-vênus para a banda! (risos)
Editor do UOL Tablóide - E como foi a história da gravadora que te pediu para mudar o nome da banda?

Marcelo Nova - Foi o seguinte... A gravadora pediu-nos para trocar o nome da banda, dizendo que nenhuma rádio ia tocar uma música de uma banda com esse nome, que a divulgação ia ficar difícil etc. E aí nós apresentamos um outro nome: Capa de Pica. E fomos gloriosamente expulsos da gravadora, a mesma que lançou, há dois anos, uma caixa com coletânea da minha carreira. O que me lembra uma frase e tanto: tudo na vida é passageiro, menos o cobrador e o motorneiro! (risos)

Editor do UOL Tablóide - Um dos seus maiores sucessos tem no refrão "ô, criança, isso é só o fim... Isso é só o fim..." Você se lembra qual era seu objetivo ao compor essa música? Provocar uma onda de suicídio entre as crianças brasileiras?

Marcelo Nova - (risos) Essa música é curiosa! Em primeiro lugar é uma boa canção... Não tinha refrão, só os versos. E eu estava em casa e chegou alguém e me pediu para tocar Rolling Stones. E eu coloquei, e começou a tocar "Gimme Shelter", que, no seu refrão, tem "wow, children...".
E, embora a letra e a música da minha canção não tivessem nada a ver com "Gimme Shelter", teve gente na imprensa me acusando de plágio, o que é um absurdo. A minha relação com a imprensa é muito interessante.
Editor do UOL Tablóide - Interessante? Por quê?

Marcelo Nova - Eu tinha vindo de uma província do Norte e, quando eu formei a banda, eu não queria fazer sucesso, ser um astro, nada. Eu queria esculhambar a cena cultural baiana, que é uma farsa completa. Depois eu descobri que o Brasil é uma grande Bahia.
As revistas especializadas em música sumiram, as críticas de shows acabaram. As bandas ficaram com um espaço muito reduzido, a não ser, é claro, pelas matérias pagas. E acabou havendo um embate entre músicos e jornalistas. E eu sempre gostei de uma boa briga, então sempre dei a cara a tapa, diferente de alguns músicos que, para não se indisporem ou simplesmente por covardia, se calaram.
Editor do UOL Tablóide - E o que mais te magoou nesta briga com os jornalistas? Você pode aproveitar este espaço no UOL Tablóide e falar mal de todo mundo!

Marcelo Nova - Mas nada me magoou! Eu me divirtia muito com a imprensa - e ainda me divirto um pouco! O que acontece é que eu sou um cara absolutamente egoísta: eu não faço música para fã, para gravadora ou para jornalista. Eu faço música para mim.

Editor do UOL Tablóide - E você nunca ficou magoado mesmo? Porque há coisas que marcam. Uma vez eu escrevi um texto em um jornal daqui de São Paulo e recebi mais de mil ameaças. Aí um dia eu respondi ao que parecia ser o "líder" dos caras, e ele me mandou um e-mail meio que pedindo desculpas. Isso não mudou nada, nem na minha carreira nem na minha vida, mas eu fiquei magoado com esse infeliz.

Marcelo Nova - Meu caro, eu vou lhe dizer uma coisa: a vida é boa, mas não é justa. Nem um pouco. Acostume-se com isso.

Editor do UOL Tablóide - Não consigo. Talvez por ser muito novo. Você já conseguiu se acostumar?

Marcelo Nova - Já! Mas veja bem: acostumar pressupõe acomodar. Acomodar: jamais! Minha raiva se mantém intacta. Toda vez que isso acontece, você tem que tentar não levar mágoa.
Pra eu ficar magoado com uma pessoa eu tenho que considerá-la muito, mas muito mesmo, para só então ficar decepcionado com ela - e, assim, ficar magoado.

Editor do UOL Tablóide - Mudando de assunto, Marcelo. Sua filha está na TV, fazendo sucesso, e falando sobre... sexo. Que educação ela teve em casa, hein?

Marcelo Nova - Olhe, eu não sei se foi a melhor educação. Eu e mãe dela nos separamos quando ela era nova, tinha 10, 12 anos, e ela foi morar comigo. Ela teve uma educação liberal, e nunca houve assunto tabu em casa. Desde cedo nós tratamos de sexo, drogas e rock 'n roll!

(Marcelo Nova e o editor do UOL Tablóide se despedem.)

Marcelo Nova - Vocês são legalzinhos, mas eu sou maravilhoso. E juízo, hein?

ramonesitsalive.jpg
O título do DVD remete ao clássico álbum dos Ramones gravado em Londres na passagem de ano de 1977 para 1978, mas o buraco é muito mais embaixo. Trata-se de um apanhado de toda a carreira do seminal grupo, desde o início, tocando num entreveiro chamado CBGB’s, em Nova York, até a apoteose no Estádio do River Plate, em Buenos Aires, em 1996, quando a banda fez a turnê de despedida, que, inclusive, passou pelo Brasil. Depois, soubemos todos, as questões de saúde de Joey e Johnny acabaram colocando um fim na banda que inventou o punk rock.

Pode até parecer uma coleção de fragmentos, mas as 33(!) apresentações (ou aparições na TV) que preenchem as cinco horas desse DVD duplo traduzem com precisão a história do Ramones, e valem mais do que muito documentário por aí. Mesmo porque dificilmente alguém contando algo - ainda que fossem os integrantes ou gente muito próxima – jamais passaria fielmente uma história de tamanha importância. É inacreditável, por exemplo, a cena em que aparecem, numa espelunca vazia, com um som sofrível, quatro caras que mal sabem tocar discutindo, bem no meio do show, qual música iniciar. O batera – para se ter uma idéia - se recusa a iniciar uma música sem qualquer cerimônia, e o vocalista, um vara-pau magricelo mais branco que o reflexo da lua, não sabe o que fazer e se escora em sua própria cintura. São os Ramones tocando o CBGB’s no único registro feito em 1974, ano em que a banda foi criada. Estão lá, imberbes, as clássicas “Now I Sniff Some Glue” e “I Don’t Wanna Go The Basement”. Dois anos depois, um cabo se solta no palco e não há quem ajude o quarteto a não pagar mico, e, em 1977, todos erram feio no início de “Gimme Gimme Shock Treatment” (outro clássico que nascia), e ninguém está nem aí. Cenas que parecem ser as de uma banda de conhecidos nossos aqui na cidade, mas eram, já, os Ramones.

Há, sim, entretanto, entrevistas com os integrantes da banda, nos extras que estão, curiosamente, no primeiro disquinho. É lá que o espontâneo Dee Dee fala que todos eles eram amigos e sempre gostaram de rock. “Estávamos de saco cheio daquilo que escutávamos e decidimos criar a música que queríamos ouvir”, diz o baixista, numa demonstração prática e claríssima da máxima “faça você mesmo” do punk rock, que, aliás, nasceu desse tipo básico de raciocínio. Já Joey conta que o único lugar para se tocar na cidade era o Max’s Kansas City, mas para isso era preciso ter uma gravadora. Como eles não tinham, propuseram se apresentar numa espelunca barata chamada CBGB’s. O dono topou e o resto é história.

Ainda nos extras, há videoclipes raros que hoje soam ridículos, mas que tentaram fazer o Ramones vender um pouco mais, e aparições em programas de TV. Num deles, um apresentador alemão tenta descobrir alguns “porquês” da banda, mas fracassa ante à falta de explicação do “one, two, three, four”. E ainda imagens pré-históricas do grupo na Argentina, muito antes do sucesso retumbante conseguido nos últimos tempos, registrado no último show do segundo DVD, uma apresentação gigante para uma massa em movimento incontrolável, num estádio de futebol.

Contra os fragmentos, há as apresentações maiores, como a tal do “It’s Alive”, gravado no afamado “The Rainbow”, em Londres, que traz parte do CD de mesmo nome, até hoje considerado o melhor “ao vivo” do Ramones entre os fãs – sem esquecer que Ramones deve é ser ouvido/visto ao vivo mesmo. Metade das 28 músicas do CD está neste DVD, e, no auge do punk inglês, o bicho pega no meio de uma platéia agitadíssima. Tocadas pela formação original (Joey, Johnny, Dee Dee e Tommy Ramone), “Commando” e “Blitzkrieg Bop” têm um apelo extraordinário. De dois shows gravados no CBGB’s, um de 1977 (quase três anos depois da estréia), traz oito músicas, numa época em que existia até um palco e público para ver os quatro jaquetas de couro. Uma diferença abissal em termos de popularidade, mas exígua no que diz respeito a saber tocar, muito embora isso, de fato, seria comprovado que não teria a menor importância na trajetória dos Ramones.

No segundo disco, realça a fase em que o Ramones virou banda mainstream, mostrando o flerte com o heavy metal que cresceu nas paradas graças ao advento do thrash de Metallica e adjacências. O que não quer dizer que não tenha lançado bons álbuns e músicas que sempre emblematizaram a juventude. Só mesmo Joey Ramone para dizer que não quer crescer, em “I Don’t Wanna Grow Up”, aos 43 anos de idade, em 1995. Bem antes disso, os vinte e poucos minutos gravados à luz do dia no famoso US Festival, em San Bernardino, Califórnia, em 1982 (em meio a ressaca punk), parecem fechar um ciclo depois do qual a banda viraria mais uma coisa de apresentação/exibição, do que parte de um movimento como o punk. Em “Beat On The Brat” Joey expõe o taco de beisebol, e “The KKK Took My Baby Away” faz a platéia agitar muito.

Outros trechos significativos são o show do Provinssirock, na Finlândia, em 1988, no qual Joey reclama de ter sido atingido por algo vindo da platéia e pede que “acabem com a raça de quem fez isso”, e as sete músicas gravadas no Rolling Stone Club, em Milão, registradas por uma sucursal da MTV que se enrola toda com os títulos das músicas. É o Ramones, em plena era o grunge e do içamento do metal ao topo das paradas, mostrando um vigor impressionante, com músicas como o hit mundial “Pet Sematary” e “I Believe In Miracles”.

A prova de longevidade da banda, contrariando a cartilha punk, que prevê o fim antes do futuro, está na participação no tradicional “Top Of The Pops”, programa da TV britânica que só exibe os grupos que alcançam boa posição nas paradas. Pois este DVD mostra que o Ramones esteve lá em 1978, 1980 e 1995. Outro atestado está no triste fim da banda, que só encerrou as atividades por conta da morte precoce de seus integrantes mais ativos. Primeiro foi Joey Ramone, vítima de câncer linfático, em 2001, e depois, Johnny Ramone, também de câncer, em 2004. Dee Dee Ramone, por sua vez, foi encontrado morto em 2002. Vê-los vivinhos da Silva nesse DVD, portanto, é mais que uma bênção. Uma oportunidade que não pode ser desperdiçada.

Fonte: http://www.gardenal.org/rockemgeral/

Dica:

quinta-feira, 4 de setembro de 2008


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Sua proposta é simples:
Se música fosse literatura, que história contaria?
"O Rock 'n' Roll é uma das chaves, uma das muitas, muitas chaves de uma vida complexa. Não fique se matando tentando todas as outras chaves. Sinta o Rock 'n' Roll, e então provavelmente você vai descobrir a melhor chave de todas."(Pete Townshend)




- Porque o rock a gente ouve, sente e enlouquece.

"...Não entendo...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: - quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."


"...sabia que tinha alguma coisa fora do lugar em mim. Eu era uma soma de todos os erros: bebia, era preguiçoso, não tinha um deus, idéias, ideais, nem me preocupava com política. Eu estava ancorado no nada, uma espécie de não-ser. E aceitava isso. Eu estava longe de ser uma pessoa interessante. Não queria ser uma pessoa interessante, dava muito trabalho. Eu queria mesmo um espaço sossegado e obscuro pra viver a minha solidão. Por outro lado, de porre, eu abria o berreiro, pirava, queria tudo e não conseguia nada. Um tipo de comportamento não se casava com o outro. Pouco me importava." - Charles Bukowski

terça-feira, 2 de setembro de 2008


“Pitty é uma menina arretada, guitarra em punho, nem dá bola para o mal. Sua beleza crua, quase selvagem, não precisa de photoshop. Ela é baiana, como um Dorival Caymmi brejeiro e um Raulzito pantera. Baiana como Gal Costa e Jussara Silveira, dendê fervente, vatapá do mais puro rock'n'roll. Seu sorriso parece que lhe escapa, como um clichê que não se quer dizer. Seu negócio é cantar em alto e bom som. A galera gosta! A galera grita: – Admirável Pitty! – Admirável Pitty! – Admirável Pitty!” {Zeca Baleiro}


Novo clipe da Pitty - De Você
http://www.youtube.com/watch?v=C75EdNwUvzQ